Para hoje uns bolinhos de canela e noz que são na verdade uma adaptação de um bolo de canela simples. Portanto se optarem por fazer em versão bolo de uma forma só, usem uma redonda com furo, não muito grande. São óptimos para o lanche com uma chávena de chá quentinho. 😋😏
Opcional: 1 chávena de nozes picadas grosseiramente + algumas metades para decorar
Como fazer?
1. Bater os ovos com o açúcar.
2. Adicionar a manteiga derretida.
3. Juntar a canela.
4. Envolver a farinha e o fermento já peneirados no preparado anterior, alternando com o leite morno.
5. Envolver bem. Se usar nozes, adicione-as neste ponto.
6. Levar ao forno por sensivelmente 45min numa forma untada e polvilhada com o pão ralado. Poderá decorar por cima com algumas metades de noz. Em alternativa, várias forminhas de queques - neste caso 25 a 30min .
7. Após retirar do forno, esperar 5min.
8. Desenformar e depois de frio poderá decorar com açúcar em pó.
Nesta data que Portugal hoje comemora, sinónimo da libertação de um regime e olhar esperançoso para a democracia, importa reflectir sobre o estado da sociedade, não só do nosso país como também do mundo.
É irónico que os nossos antepassados tanto tenham lutado para conseguir a liberdade de expressão e o direito ao voto. O desenvolvimento científico e cultural é inegável. Nunca foi tão fácil (e gratuito!) aceder à informação e ao conhecimento. Nunca a ciência conseguiu tantos avanços com tecnologia tão complexa como agora. Mas é precisamente agora que as pessoas menos sabem. É precisamente agora que as pessoas menos procuram saber. Dá trabalho procurar e ainda mais trabalho dá pensar.
É irónico o quanto a ciência conseguiu obter tantos resultados com nenhuma tecnologia (como a de hoje), a forma como conseguimos vacinas para erradicar doenças que tanto sofrimento e morte causaram. Milhões de mortes poderiam ter sido evitadas se houvesse acesso aos medicamentos de hoje. Mas é hoje que as pessoas duvidam e contestam essas mesmas vacinas. Porque é mais fácil acreditar na desinformação propagandista do que procurar informação credível, analisar com calma, falar com profissionais. Claro está que cada um é livre de escolher e optar pelo que acredita ser o melhor para si. Mas isso não significa que essa escolha seja melhor ou pior do que a de outra pessoa. Não significa que se feche os olhos ao conhecimento comprovado cientificamente só por teimosia e crenças doentias... mas isto daria pano para mangas.
Onde está o espírito crítico para ler e pensar sobre isso ao invés de acreditar em todo o tipo de informação veiculada como se fosse lei. Questionar só por que sim é ridículo. Há que questionar com conteúdo e, acima de tudo, com respeito. Respeito pela informação comprovada. Pela História. Pela experiência que o tempo nos traz.
Por vezes é preciso ser a ovelha negra e não fazer parte do rebanho. É preciso parar. Pensar. Dar espaço e tempo ao bom senso. Mudar o percurso. Ainda que o objectivo final seja o mesmo, a forma de lá chegar pode e deve ser diferente daquela que está a ser levada a cabo pela sociedade de hoje. Egoísta e sem tronco.
É a primeira vez que uma geração está pior que a anterior! Isso deveria fazer abrir os olhos. Que tipo de mundo vamos deixar aos nossos filhos, aos nossos netos? Pensemos nisso!
A liberdade começa em nós e acaba no início da liberdade do outro. A liberdade está no pensamento autocrítico e não na crença de olhos cegos - que conseguem ver se assim o quiserem. A liberdade está na pesquisa livre de conhecimento e não na "credibilidade" formatada que grupos tentam impor. A liberdade está no respeito por este planeta que é a nossa casa. A liberdade traduz-se no respeito pelo outro, pela experiência de vida, pelos direitos mas também deveres que todos temos. A liberdade está na ciência e no conhecimento conseguido com sangue e suor de muitos que tanto trabalharam por isso.
25 de Abril é tanto. Mas a Liberdade é muito mais. E está cada vez mais em perigo encarcerada por mentes pequenas e tristes que se escondem atrás de ecrãs e com isso manipulam a opinião pública conforme lhes dá jeito. Sejamos críticos coerentes com respeito e compaixão por quem tanto lutou para termos acesso ao que hoje é tão banal: como ler este texto num qualquer meio tecnológico.
Penso que consegui construir uma mesa de Páscoa simples mas bastante bonita e alegre. Para memória futura aqui fica o registo e talvez sirva de inspiração para alguém que procure uma mesa primaveril que torna qualquer refeição mais prazerosa.
Espero que todos tenham tido uma doce e Santa Páscoa, em comunhão e paz, na companhia daqueles que vos são importantes. Esta deverá ser uma quadra que nos faça reflectir e partilhar um pouco daquilo que temos com quem nada tem.
A partida do Papa Francisco imediatamente a seguir à celebração pascal, onde ainda fez questão de participar, marca um importante fim de ciclo. Mas também o início de um novo onde cabe a cada um de nós, diariamente, colocar em prática os ensinamentos do bem e do bom senso com compaixão pelo próximo. Deixar as palavras bonitas de lado e contribuir com acções, muitas vezes simples, mas tão importantes para uma convivência mais pacífica e saudável.