Apesar do calendário dizer que estamos no Outono a verdade é que os dias ainda estão quentes e continuam a apetecer receitas frescas de um Verão não muito distante. E melão é sinónimo de Verão! Por isso, vamos proveitar esta mousse de melão e lima bem fresquinha para nos irmos despedindo dos dias quentes e compridos.
O que é preciso?
- 1 melão pequeno maduro
- 150 ml leite de coco
- 30 g açúcar em pó
- 4 folhas de gelatina
- 2 limas (sumo e raspa)
- Hortelã q.b.
Como fazer?
1. Hidratar as folhas de gelatina em água fria até estarem molinhas (5min +/-).
2. Raspar as limas. Reservar.
3. Descascar o melão, tirar sementes (reservar uma fatia para a decoração) e colocar o restante em cubos no liquidificador. Triturar até estar cremoso e homogéneo.
4. Espremer as duas limas, juntar as folhas de gelatina e levar ao microondas para aquecer e derrenter a gelatina.
5. Misturar o sumo de lima com a gelatina ao creme de melão e envolver bem.
6. Dissolver o açúcar em pó no leite de coco e bater com a batedeira.
7. Delicadamente, envolver o creme de coco ao de melão.
8. Colocar em tacinhas individuais ou numa maior e levar ao frigorífico no mínimo 3 a 4h.
9. Antes de servir, decorar com cubinhos de melão (a fatia reservada), a raspa das limas e folhinhas de hortelã.
Tarte de Arroz é uma receita típica de Itália, mais propriamente da Toscânia. Mas podemos sempre adaptar esta delícia aos nossos costumes e dar-lhe um toque português. Perfeita e diferente para um dia de festa conseguimos numa só sobremesa juntar texturas tão distintas como o arroz doce, pudim e a crocância de um leite creme. É muito aromática e bem fresquinha é divina!
Parecem muitos passos porque tentei descrever o melhor possível. Mas na verdade é bem simples. Atrevam-se! Vale muito a pena!
O que é preciso?
- 100g arroz carolino (usei o Saludães para arroz doce)
- 500 ml leite gordo morno
- 220g açúcar
- 1 saqueta de leite creme El Mandarin
- 6 ovos + 1 pitada de sal
- 2 paus de canela + 1 pitada de sal
- 1 c. sobremesa essência baunilha (ou 1 pacotinho de açúcar baunilhado) - coloquei ambos
- raspa de 1 limão pequeno
- 1 golinho de Rum, Porto ou Moscatel (opcional) - usei Moscatel
- açúcar qb para polvilhar e queimar
Como fazer?
1. Colocar o açúcar numa tigela e raspar o limão por cima. Misturar bem pressionando as raspas contra o açúcar para que se libertem os óleos aromáticos. Juntar o leite creme em pó e envolver bem. Reservar.
2. Cozer o arroz com água, os 2 paus de canela e 1 pitada de sal. Retirar os paus de canela, escorrer e deixar arrefecer.
3. Bater os ovos sem deixar espumar.
4. Aos ovos batidos juntar a mistura de açúcar com o leite creme, 1 pitada de sal, a essência de baunilha e o golinho de Moscatel (se usar).
5. Ao preparado anterior juntar o arroz.
6. Juntar o leite morno e envolver bem.
7. Verter numa forma de tarte anti-aderente untada e enfarinhada. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC entre 45 a 60min. Deverá dourar por cima e nas laterais, assim como ter consistência e firmeza de um pudim ao pressionar no topo com o dedo.
8. Retirar e deixar arrefecer. Depois de frio levar ao frigorífico no mínimo 3h antes de desenformar.
9. Desenformar, polvilhar o topo com o restante açúcar e queimar como se de um leite creme comum se tratasse.
10. Com uma faca bem afiada, cortar as fatias com cuidado devido à crosta crocante. Servir de imediato.
Notas: Podem desenformar e manter no frigorífico até ao momento de servir mas é muito importante que apenas façam a cobertura crocante imediatamente antes de servir. Usei uma forma de 24cm diametro. A primeira vez que fiz esta tarte usei uma tarteira de vidro e foi um pouco difícil desenformar, por isso aconselho mesmo uma anti-aderente em que é só inclinar e a tarte simplesmente desliza para o prato! Também noto diferenças no resultado final consoante o ponto de cozedura do arroz. Deixando al dente (que depois acaba de cozer no forno) talvez por ficar mais pesado, formou uma base maior que o pudim. Cozendo bem o arroz, este acabou por dispersar um pouco e não formar uma base tão densa. Podem ter sido coincidencias mas... aqui ficam as minhas experiências e a prova de que o resultado final pode mesmo ser muito influenciado por diversos factores e não depende apenas da receita em si.
Adorada ou odiada e de textura totalmente diferente, a tapioca é um doce que sempre me acompanhou desde criança. Lá na terrinha era das poucas coisas que havia nas festas, a par com o arroz doce. Muitas vezes servida simples apenas com canela, acabava por desaparecer rapidamente. Por isso sempre achei muito estranho quando me apercebi que aqui "na cidade" quase ninguém sabia do que se tratava quando falava nas saudades de uma tacinha de tapioca.
Pode ser feita simples apenas com leite e canela, em pudins, conjugada com gelatinas, frutas. Devido à sua fácil digestão é facilmente tolerada em períodos de convalescença. A tapioca é baixa em calorias e isenta de glúten.
O que é preciso?
- 125g tapioca granulada* (usei da Globo)
- 80g açúcar
- 500ml de leite (usei magro)
- 2 tangerinas (ou clementina/mandarina/laranja)
- 1 saqueta de gelatina com sabor a tangerina
- 1 pitada de sal
* ATENÇÃO: A tapioca granulada usada NÃO É a tapioca hidratada das crepiocas. Não vai funcionar se usar dessa. Assim como as crepiocas não resultam com a tapioca desta receita. A da Globo é aquela de que mais gosto embora exista de outras marcas. Abaixo das fotos desta receita deixo a imagem da embalagem que usei - a imagem foi renovada. Nos supermercados normalmente costuma estar junto da fécula de batata ou amido de milho.
Como fazer?
1. Colocar a tapioca granulada numa taça e cobrir com água fria. Deixar de molho para hidratar durante 1h30 a 2h.
2. Escorrer e colocar num tacho com o açúcar, a pitada de sal, as cascas de tangerina e o leite.
3. Levar a lume brando mexendo bem até engrossar. tem de ficar com uma textura densa e gelatinosa.
4. Retirar do lume, distribuir por taças e deixar arrefecer. Colocar no frigorífico.
5. Preparar a gelatina conforme as instruções da embalagem. Deixar arrefecer, mas sem solidificar!
6. Assim que a tapioca já se encontre firme, verter cuidadosamente a gelatina por cima e levar de novo ao frigorífico.
7. Decorar com gomos de tangerina e servir a sobremesa bem fresca.
De sabor suave e apresentação delicada, estas panna cottas são deliciosas! São a sugestão perfeita para celebrar um dia especial como o Dia da Mãe ou simplesmente uma sobremesa diferente e aromática para rematar uma qualquer refeição com chave de ouro.
O que precisamos?
- 6 flores médias e inteiras de alfazema fresca (+/-5cm)
- 2 pacotes de natas
- 2 folhas de gelatina
- 2 c.sopa de açúcar
- 2 c.sopa de açúcar baunilhado
Como fazer?
1. Demolhar as folhas de gelatina em água fria. Escorrer e reservar.
2. Levar a lume brando os dois pacotes de natas com os açúcares e as flores de alfazema (sem as desfazer e previamente lavadas em água corrente).
3. Deixar ferver 1 a 2 minutos, mexendo sempre.
4. Retirar do lume e descartar a alfazema. Se for necessário, passar por um coador para garantir que se tiram todas as flores.
5. Adicionar as folhas de gelatina e mexer bem para que se dissolvam e incorporem nas natas.
6. Verter em forminhas pequenas previamente passadas por água fria.
7. Levar ao frigorífico até solidificar.
Para desenformar: com os dedos descolar a panna cotta da forminha e gentilmente mergulhar em água quente por breves segundos. Colocar o pratinho de servir por cima e virar num gesto firme para que a panna cotta deslize. Por vezes pode fazer vácuo e haver resistência para desenformar. Mas é insistir 😉
Nota-se muito que simplesmente adoro tudo quanto leva frutos vermelhos? 😉 Pois é! Estou sempre à procura de novas formas de combinar os seus sabores intensos e as cores vibrantes.
Desta vez, uma sugestão que é tão versátil quanto rápida de preparar. A ideia é semelhante ao crumble. Uma camada de fruta por baixo e por cima uma massa. Mas esta não é crocante e nem leva gordura. É bolo fofinho e simples que, a cada colherada, mistura sabores e texturas.
Este duo de Pera e Framboesa é perfeito para um pequeno-almoço, um lanche, uma sobremesa... pode ser servido frio, simples ou morno com uma bola de gelado. 😋
O que precisamos?
- 4 peras médias/ grandes
- 100g de açúcar + 1c.sopa (usei amarelo)
- 250g de framboesas (usei congeladas)
- 125g de farinha com fermento (podem usar sem fermento e juntar à parte 1 c. chá)
- 2 ovos
Como fazer?
1. Lavar, descascar, tirar as sementes e cortar as peras em cubinhos. Colocar em ramequins individuais ou num tabuleiro.
2. Salpicar com água (muito pouquinha, só para não colar) e polvilhar com 1 a 2 c.sopa de açúcar.
3. Levar ao forno por 15min.
4. Bater os ovos em espuma, juntar o açúcar, bater novamente e juntar a farinha com o fermento. Envolver delicadamente. Irá formar-se uma massa com um aspecto bastante sedoso.
5. Retirar as peras do forno e, por cima, distribuir as framboesas.
6. Por cima das framboesas espalhar a massa uniformemente, não a colando totalmente às laterais para que a fruta ferva por baixo. Deixar por 25 a 30min ou até a massa estar totalmente cozinhada.
7. Retirar do forno e deixar arrefecer naturalmente.
8. Pode ser servido frio ou morno. Acompanhado por uma bola de gelado fica incrível.
A combinação de sabores do maracujá com os frutos vermelhos é só sublime. Nesta sobremesa delicada e perfeita para um dia especial, juntamos estas duas maravilhas numa panna cotta de sabor único e incrível a cada colherada. Para saborear com vagar!
O que é preciso?
- 2 pacotes de natas (à temperatura ambiente)
- 3 folhas de gelatina incolor
- 130g de açúcar amarelo
- 1/2 c.café essencia baunilha
- 3 maracujás + 2 para decorar
- 2 chávenas de frutos vermelhos congelados
- 2 a 3 c. sopa de açúcar amarelo (é a gosto!)
- 4 c. sopa de água
*rende 4 forminhas*
(a minha chávena tem 250ml de capacidade)
Como fazer?
1. Hidratar as folhas de gelatina numa tigela com água fria.
2. Retirar o sumo dos 3 maracujás, passando-o por um coador. Reservar.
3. Levar as natas com o açúcar ao lume, mexendo sempre. Quando começar a levantar fervura deixar cozer por 1 a 2 min. Baixar o lume e juntar as folhas de gelatina mexendo bem para que se dissolvam e incorporem totalmente.
4. Deixar arrefecer ligeiramente e juntar o sumo dos maracujás, mexendo bem.
5. Colocar em forminhas passadas por água fria (este passo ajuda a desenformar).
6. Levar ao frigorífico até solidificar bem - mínimo 2 horas.
Para o coulis:
Colocar os frutos vermelhos congelados com o açúcar e a água numa caçarola e levar a lume brando. Deixar fervilhar para reduzir a água formando o molho e apurar o sabor. Convém ir mexendo para não colar. Deixar arrefecer completamente.
Desenformar as panna cottas. Decorar com o sumo e sementinhas dos restantes 2 maracujás. Regar com o coulis de frutos vermelhos. Servir!
Dicas:
- É importantíssimo deixar o molho arrefecer totalmente antes de o juntar às panna cottas, caso contrário irão dissolver-se com o calor!
- Desenformar panna cottas pode revelar-se um exercício de grande paciência... tendem a fazer bastante vácuo. Para além de enxaguar as forminhas em água fria, antes de desenformar, passar delicadamente a ponta de uma faca nos bordos, passar a forma uns minutos em vapor de água a ferver e depois colocar o prato de servir por cima e virar com força. Deixar deslizar suavemente. Se, como eu, não tiverem forminhas de silicone pequeninas... não desesperem! Vão conseguir 😉
- Podem não coar o sumo e manter as sementinhas. Não altera em nada o sabor. Mas, ao desenformar, as sementes vão estragar o efeito visual suave e delicado da panna cotta... as laterais ficam irregulares... não fica muito bonito. É melhor opção juntar as sementinhas na decoração, dão crocancia e fica mais apelativo visualmente 😉
Estes marmelos no forno com castanhas e moscatel são deliciosos e funcionam lindamente como sobremesa ou como acompanhamento para carnes também assadas no forno.
Fazer, guardar e apenas usar no dia seguinte dará tempo ao molho e à fruta de apurarem sabores. Frio ou morno, é a gosto pessoal.
As quantidades abaixo são meramente indicativas e poderão ser adaptadas.
O que precisamos?
- 3 marmelos
- um punhado de castanhas congeladas
- 1 a 2 estrelas de anis
- 1 pau de canela
- 1 c. sobremesa 5 especiarias chinesas (usei o mix da Milastas)
- 1 cálice Moscatel (usei do Roxo de Setúbal)
- 2 cálices de água
- canela em pó qb
- maple syrup qb (pode ser agave ou mel)
Como fazer?
1. Descascar os marmelos, retirar as sementes assim como o núcleo rijo e cortar em meias-luas grossas. Dispor num pirex.
2. Por cima, espalhar as castanhas congeladas.
3. Colocar o pau de canela, as estrelas de anis e polvilhar com as especiarias. Regar com o moscatel e a água. Finalizar com maple syrup a gosto.
4. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC até os marmelos estarem macios. A meio tempo mexer um pouco para que os sabores do molho envolvam toda a fruta.
5. Retirar e servir. Pode ser guardado num recipiente hermético no frigorífico, depois de arrefecido.
Não sou grande apreciadora de fatias douradas, mas experimentei esta versão e adorei! De tal forma que irei repetir no Ano Novo!
Muito práticas de preparar, zero cheiros a fritos e acontecem por si no forno enquanto nos podemos dedicar a outras tarefas!
O segredo é o tempo que o pão fica em infusão no leite aromatizado para que possa absorver o máximo de sabor. Usei o pão de mistura que tinha, mas poderão optar pelo pão de forma. É importante que não seja pão do dia para que tenha uma textura mais firme e não desfaça com o leite.
O que é preciso?
- 1 pão de mistura de véspera cortado em fatias grossas
- casca de laranja ou limão
- 1 pau de canela
- 1 colher de sobremesa de 5 especiarias chinesas ou só canela em pó (usei Milastas)
- 3 ovos
- 1L de leite (usei magro) ou bebida vegetal de amendoa (devido ao sabor)
- maple syrup (pode ser mel ou agave)
Como fazer?
1. Dispor as fatias de pão num pirex e reservar.
2. Aromatizar o leite e verter por cima do pão. Deixar de molho, pelo menos 1h.
3. Colocar uma folha de papel vegetal num tabuleiro de forno.
4. Bater os ovos com um garfo e panar as fatias de pão.
5. Dispor o pão no tabuleiro e levar a forno pré-aquecido a 180ºC, na zona mais perto possível da resistencia superior. Deixar dourar. Virar a outra face do pão para dourar por igual.
6. Quando douradas de ambos os lados, dispor as fatias numa travessa de servir e regar com maple syrup. Servir!
Esta é uma sugestão que tanto serve como pequeno-almoço, lanche, ceia ou até mesmo sobremesa. O dióspiro, a compota, as nozes e o iogurte criam uma conjugação de sabores que adoro. Por vezes junto uns cereais integrais para dar mais crocancia. Adoro!
O que é preciso?
- 1dióspiro (de qualquer variedade)
- 1 iogurte natural ou grego
- cereais integrais a gosto (usei de espelta)
- 1 pitada de canela
- 1 colherada de compota de abóbora (ou mel)
- nozes picadas qb
Como fazer?
1. Num copo ou taça, dispor por camadas: iogurte, cereais, iogurte.
2. Sobrepor o dióspiro em pedacinhos e polvilhar com uma pitada de canela.
3. Colocar uma colherada de compota de abóbora e, por cima, nozes a gosto picadas.
Sugestão: se não tiverem compota de abóbora substituir por mel.
Houve alguma dificuldade em decidir se isto era um bolo de bolacha ou um semifrio de limão, mas nomes à parte ficou delicioso e ajudou a dar destino a alguns dos limões que andam por aqui.
O que precisamos?
- 1 embalagem 250g de queijo mascarpone
- 1 embalagem de leite condensado
- 200 ml de natas
- 1 pacote de bolachas de canela 235g tipo Ricanela (usei do Pingo Doce)
- 2 a 3 limões médios (é a gosto!)
- 4 folhas de gelatina
- fatias de bolo de lima ou limão qb (usei um do Lidl de lima de formato bolo inglês)
- 2 c. sopa de café em pó
Como fazer?
1. Demolhar as folhas de gelatina em água fria, escorrer, deixando umas gotas no fundo da taça. Derreter no micro-ondas. Reservar.
2. Em 250ml de água a ferver dissolver o café. Reservar.
3. Numa taça juntar o leite condensado, o queijo mascarpone e as natas. Bater até estar com consistência de chantilly.
4. Adicionar a raspa e o sumo de limão. Voltar a bater mais um pouco apenas para envolver. Juntar a gelatina derretida e bater para incorporar.
5. Cortar as fatias de bolo com 1cm de espessura (mais ou menos!). Numa forma com aro amovível, colocar as fatias de forma a preencher toda a base. Pressionar um pouco para não deixar nenhuma folga por onde o creme possa escorrer.
6. Colocar uma primeira camada generosa de creme sobre o bolo. Por cima colocar uma camada de bolachas de canela embebidas no café. Repetir novamente com o creme e de novo com as bolachas de canela demolhadas. Repetir até ao topo da forma, finalizando com o creme.
7. Levar ao frigorífico para ganhar consistência.
8. Retirar o aro com cuidado, decorar com raspa de limão e 2 ou 3 bolachas de canela desfeitas.